Anteriormente em Digimon Witch-Hunt... As garotas passam sua primeira noite no Digimundo e Yolei acaba recebendo uma coordenada de Tinkermon. Pela manhã, ao visitarem um antigo templo em forma de pirâmide com degraus, ela consegue um Digi-Ovo que estava sendo protegido por uma Dokugumon furiosa. Ganhando um novo visual e visando proteger suas amigas que foram pegas pela teia do Digimon aracnídeo, Yolei consegue digivoluir Hawkmon para Holsmon e se tornar a grande heroína do dia. Agora, Ruki é a Digi-escolhida a receber uma coordenada em seu Digivice.
No caminho para a rota desértica onde Ruki deve ir, nossas Digi-Escolhidas estão acampando em um local que Bun chamou de "Floresta da Convicção", uma mata densa e labiríntica do qual era difícil conseguir sair sem um mapa, especialmente porque nasciam naturalmente nas árvores feitas de dados digitais, placas de sinalização com informações falsas.
Enquanto descansavam, as garotas estavam se alimentando de algumas maçãs de carne remanescentes e discutindo sobre os últimos eventos. Já se passou um dia desde que Yolei conseguiu digivoluir Hawkmon para Holsmon e aquela floresta parecia não ter fim.
Elas estavam fracas e precisavam chegar logo do outro lado da Ilha Arquivo, cumprir todas as missões e rumar ao Continente Servidor, para que Zoe finalmente encontrasse Tinkermon e elas compreendessem então o porquê de estarem ali...
Ruki estava com uma pulga atrás da orelha. Algo que acontecera no dia anterior e que a deixara pensativa...










E então, Ruki se cala. Ela estava certa, as meninas realmente não estavam prestando atenção no que ela dizia. É por isso que ela preferia a solidão. Assim era mais fácil lidar com a indiferença.
























Com a liderança de Ruki, as Digi-Escolhidas levantam acampamento e seguem andando de acordo com as sensações de umidade de Palmon. Elas chegam a um pequeno lago raso com uma água cristalina. Mas o lago continha elementos um tanto quanto... Exóticos.





— Diz Renamon, metendo a mão na água e retirando de lá um bloco, como se fosse uma gelatina, de água. Ao invés de ser um líquido e escorrer em direção ao solo, a água capturada em sua mão permaneceu no exato formato que Renamon "arrancou" do lago, como se fosse um punhado de um objeto sólido.


Mimi fez a mesma coisa. A água era mesmo diferente da água do mundo humano. Dava para montá-la e desmontá-las em blocos de diferentes tamanhos e formatos. Eram bolsas gelatinosas.










Ruki entra no lago, até um pouco acima dos joelhos. A água ao seu redor parecia ser líquida, e não mais sólida como antes. Mas quando ela saiu, seus calçados e roupas estavam completamente secos.











Zoe dá um chute em Bun, que tropeça e capota em cima de Hawkmon, e os dois saem rolando para longe. Eram de fato, os únicos Digimons ali com traços masculinos.
Algum tempo depois, com as meninas já completamente higienizadas e as roupas lavadas (e automaticamente secas com o simples desejo de que a água não grudasse nas moléculas do tecido), a viagem seguiu em direção à zona de desértica e à coordenada recebida por Ruki...


As Digi-Escolhidas haviam chegado a um deserto extremamente rigoroso. A floresta acabava abruptamente e não havia transição da mata para a areia e o mais estranho de tudo era que dentro da área florestal a sensação era de uma primavera, mas literalmente ao por o pé para o lado de fora, era de um verão escaldante de 40 a 50 graus. Não havia gradatividade, era uma ruptura muito abrupta, mais uma das loucuras do Digimundo.
Dentro do deserto, havia três outros monumentos gigantescos.









Ruki estava caminhando normalmente pela areia quando de repente, o chão abaixo de seus pés se abriu e ela e sua parceira Renamon caíram em uma câmara subterrânea, escondida pela areia.



As garotas gritaram desesperadas, do lado de fora da abertura, com medo de se aproximar do local e mais um alçapão ou algo assim se abrir e elas acabarem caindo lá dentro também.

Ruki olhou para cima A imagem da preocupada Zoe estava pequeninha lá no topo, o que indicava que foram muitos metros de queda, e Ruki só estava bem porque a areia que desceu junto com ela amorteceu o impacto.







Palmon estende suas videiras no buraco escuro aonde Ruki caiu, mas elas eram curtas demais para chegar até o fundo....









Concorda Zoe, convocando as outras garotas para irem todas com ela de volta à floresta, enquanto Ruki e Renamon ficavam sozinhas naquele lugar...
Mas afinal... QUE lugar?





Renamon aquieta-se, enquanto Ruki investiga o local no qual ela caíra. Era uma espécie de ruína subterrânea com colunas e pilares, e inscrições muito antigas entalhadas nas paredes.

Ruki então observa no seu Digivice e ela parecia estar exatamente sobre a localização indicada pelo Digivice.

— Diz Ruki apontando para o amontoado de símbolos nas paredes.





Ruki fica embaraçada.


— Diz Renamon, tornando a olhar as paredes, desta vez com mais atenção.


Então uma voz que vinha de trás responde.


Ruki se vira na hora e toma um susto, o coração disparando.

Era uma criatura de corpo humanoide vestindo trajes ritualísticos com um longo manto e uma máscara bizarra lembrando um suíno cheio de dentes e chifres, intercalando as cores dourada, vermelho e azul. Era mais ou menos da mesma altura que Ruki e sua aparência demoníaca não passava uma boa impressão.





— Diz Baronmon, referindo-se ao buraco no teto, por onde Ruki despencara.





Um terceiro olho brilha na testa de Baronmon e ele começa a exibir um comportamento estranho.



Como que prevendo o futuro de verdade, Baronmon começa a emergir na própria cabeça, irradiando muita luz e propagando muitas ondas psíquicas.

Baronmon olham com uma cara de fúria para Ruki e Renamon, como se elas tivessem feito algo de errado.







Baronmon invoca do espaço digital (ou macro-cosmo), meteoroides circulares que surgem de um portal místico no teto de sua prisão e descem em velocidade surpreendente contra Renamon.


Seguindo as ordens de Ruki, Renamon corre na direção de Baronmon e os Meteoros Dançarinos, que são teleguiados, também vão nessa direção. Quando Renamon estava próxima o suficiente de Baronmon...

...Ela se joga no chão, e os meteoros atingem Baronmon.


Baronmon levanta-se cambaleando, todo coberto de poeira e fuligem do impacto das rochas pesadas sobre seu corpo.






Baronmon invoca mais meteoros, desta vez untados com chamas, mas Renamon é muito mais veloz que ele e utiliza de suas lâminas cortantes para causar uma colisão no meio do caminho, antes que os meteoros pudessem chegar até ela.




Renamon então envolve suas mãos e pés em chamas azuis, e investe contra o impressionado Baronmon com um golpe físico, de poderosos chutes e socos em sequência, não dando tempo para o infeliz revidar.

Nisso, de dentro do manto de Baronmon, eis que saem diversas cartas.


Baronmon tenta se abaixar para juntar as cartas que estão caídas no chão, mas Renamon as chuta para longe, na direção de Ruki. Então, naquele momento, a voz no Digivice fala com a jovem humana novamente.



Renamon lança uma última carta para Ruki pegar. Era uma carta sem frente nem verso, mas totalmente azul. Ruki a segura confiante e passa a carta pela fenda no Digivice dela que aparentemente era o único dentre o grupo de meninas que tinha tal espaçamento, quase como se fosse uma daquelas antigas máquinas de passar cartão de crédito, coisa que caiu em desuso no Japão há muitos anos. E então... A mágica acontece!











Baronmon se desespera e dispara diversos lotes de meteoros contra a recém-evoluída Kyubimon, mas Ruki é mais esperta e junta outra carta do tal Baralho de Domador do chão, passando-a rapidamente no leitor de seu Digivice... Ela lê o rótulo da carta:



Com Ruki montada em cima de Kyubimon, o Digimon da garota queima rapidamente as chamas nas pontas de suas nove caudas e voa como um foguete para cima de Baronmon, desviando-se tão rapidamente dos meteoros quanto Baronmon conseguia lançá-los.


Ela acaba se jogando para cima do prisioneiro mascarado, fazendo-o desintegrar-se em pedacinhos de Digi-Código e tomar seu rumo na forma de Digitama, para onde quer que fosse o seu renascer...



Kyubimon olha para Ruki com uma cara de "ela está falando sério?", mas não discorda da garota (pelo menos não verbalmente). Kyubimon sabe que se ela não tivesse jogado as cartas da direção de Ruki, elas não teriam conseguido, mas parece que Ruki funcionava de uma maneira mais sistemática e era realmente uma ótima estrategista, então discordar para quê?
Alguns minutos depois, com a cartas todas juntadas...




As meninas atiram os cipós e Ruki agarra firmemente e começa a subir, com um sorrisinho leve no rosto. Ela estava feliz por suas roupas não terem mudado, mas ela também se regojizava porque gostava muito dessa sensação: não só a de bolar estratégias de combate e de dar certo, mas também a de estar no controle!
Continua...
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