2007
Eu cresci muito desde a última experiência que eu tive batalhando contra um Campeão. Ao menos, era o que eu gostava de acreditar. Mas a verdade é que eu ainda precisava amadurecer mais. Muito mais.
E foi ela quem me ensinou isso... Cynthia.
Tudo começou em um dia normal de treinamento na Battle Zone, sub-região de Sinnoh.
Eu e a Brigada estávamos acampando na Rota 225, de solo preto, bom para plantio, enquanto almejávamos chegar à Stark Mountain, lugar perfeito para treinarmos.
Naquele dia, em particular, estávamos um pouco abatidos com a saída da Daisy (a Irmã Sensacional, não a Carvalho).
Ele havia ficado possessa quando descobriu que eu tinha saído com a irmã dela... E por "sair", vocês sabem o que eu quero dizer...
Era como um término.
A Brigada Vermelha estava menos vermelha sem a presença feminina da Daisy. Nós e os homens mal trocávamos um "oi". Depressão total.
Nem mesmo espancar a Equipe Rocket parecia tão divertido quanto antes.

Só nos restava seguirmos em jornada, um pouco amargurados e já de saco cheio do Mr. Fuji tentando nos animar com piadas de velho que não tinham a menor graça.
Naquele momento em particular, eu estava escovando as costas do Saur, enquanto os demais Pokémon comiam uma ração especial que eu mesmo havia feito questão de preparar para eles, como um agrado por estarem sempre comigo, não importa o quê. Às vezes eu me perguntava se eu não seria um melhor Criador do que Treinador.
Mas o pensamento logo desaparecia da minha cabeça quando eu me lembrava que eu tinha uma missão a cumprir. Vingar meus amigos. Destruir meus inimigos.
Foi quando eu avistei ela.
Gostosa. Suculenta. Que loira sedutora, meus caros! Que loira!
Acho que ela teve a mesma ideia que eu.22 Além de tudo, era inteligente: Estava destruindo rochas como parte de um treinamento.
— Garchomp, agora!
— Graaaarrrrrggghhhh!
— Muito bom! Boa garota! Agora descanse. — disse Cynthia, entregando uma fruta na boca da sua dragona de estimação. Não deu nem pro cheiro!
Ao me aperceber de sua presença, levantei e fui até ela. (Saur reclamou que eu parei de escová-lo).
— Ei, você!
— Hã?
— Por acaso você não é a Campeã Cynthia?
— Campeã? — Ela riu. — Arqueóloga, Antropóloga, Socióloga e Pesquisadora ativa na área de Mitologias e Crenças de Povos Antigos pela Universidade Solaceon, Elite Quatro egressa de Kitakami E Campeã de Sinnoh. Cynthia Planet, muito prazer.
— Uau.
— E você, quem é?
— Ah, eu... Eu sou o Red! — Estendi a mão para cumprimentá-la. Ela me olhou de cima abaixo, me analisando, antes de apertar.
— De onde eu te conheço? — Ela perguntou.
— Ahn... Fui Campeão da Edição de 2003 da Liga Pokémon do Planalto Índigo.
— Hmmm... Bem que eu achei o seu rosto familiar. Mas talvez eu esteja te confundindo com outro cara que cruzou o meu caminho esses tempos...
— Eu... Posso lhe perguntar uma coisa?
— Já está perguntando.
— Não quer sair comigo qualquer hora dessas? — Falei na lata.
— Eu não estou disponível, muito obrigada. — Corte seco Tramontina.
— O seu namorado é ciumento? Porque eu não sou...
— Escuta aqui, eu não sei o que você está querendo insinuar com isso, mas se você interrompeu o meu treino para--
— Eu tô brincando! hehehe — Só que não — Na verdade, o que eu queria te perguntar é... Você aceita batalhar comigo?
— Hmmmm... Deixe-me ver... Você foi Campeão em 2003, isso já faz um tempinho... Não está meio enferrujado?
— Ah, minha filha, eu continuo duro como aço! Inoxidável, é lógico! — O duplo sentido não poderia faltar.
— Hmpf. — Dava pra ver na cara dela que ela duvidou. — Muito bem, então. Vamos batalhar. 2 contra 2?
— Não... Que tal uma batalha total de 6 contra 6?
— Tem certeza? — Ela perguntou em um tom de ameaça.
— Huh... Absoluta!
O Blasty da Green tava animado para descer a porrada em quem quer que fosse o seu oponente.
A pokébola de Cynthia voou, soltando a mais bela das rosas, e com ela, veio um aroma doce, uma fragrância natural encantadora. Fiquei me perguntando se as c4lc1nh@s da Cynthia tinham o mesmo cheiro.
O meu encanto pela Roserade morreu ali.
Com um só golpe, eu pude percebê-la como a verdadeira ameaça que era.
Chamei Blasty de volta e em seu lugar, mandei Kenya, que fazia muito tempo não lutava comigo.
Kenya balanceou o jogo, usando moedas para combater as sementes de Roserade.
Mas Cynthia deu um sorrisinho de lado e quando eu percebi, Kenya já tinha sido pega por enormes videiras espinhosas que Roserade escondia atrás de seus buquês.
A rosa era ágil. Com uma mão, ela prendia Kenya, com a outra, invocava o poder do sol em um movimento literalmente abrasivo. A Esfera Climática.
— Movimento Espelhado! — Gritei.
E Pimba!
Cynthia sorriu e disse que gostou do que viu, mas que agora já sabia qual era o meu estilo de luta.
Mandou na sequência a ave mais estranha que eu já vi para lutar de frente com Kenya.
— Bico Broca!
— Togekiss, espere ela se aproximar!
— Hã?
Faltando menos de um metro para a colisão, Togekiss lançou a maior Onda de Choque que eu já vi, deixando Kenya em frangalhos!
— Depressa, Cabeçada!
Bom, ela até poderia não ser congelada, mas um Raio Congelante certamente ainda causaria muito dano.
Mas Togekiss escapou voando!
— Ótimo! Temos treinado manobras evasivas aéreas há muito tempo! E finalmente tem dado resultado! Agora ataque!
Boom! Blastoise é pego, mas seu plastrão rígido absorve boa parte do impacto.
— Vamos aumentar a potência! Blastoise, misture Hidro Bomba com Raio Congelante para atacar!
Bingo! Togekiss é atingida e cai do céu como se tivesse levado uma pedrada!
E já eras!
— Bom! Muito bom! Mas está na hora de aumentarmos a dificuldade...
O Pokémon que saiu tinha um olhar maligno e punhos cobertos de cicatrizes que davam a ele um ar de ainda mais seriedade.
— Hã?! Que Lucario é esse?!
— Não é um Lucario. Este é Lycanroc!
— Eu sei, eu tô brincando!
— Assim como estava brincando sobre querer sair comigo?
— Por quê? Tá querendo? Eu mudo meus planos agora mesmo!!
— Grrrrr! Não, seu idiota! — Ela ficou vermelha como um Charmeleon.
— Ah, tá!
— Vaaaaai, Lycanroc! Dê o seu melhor!!
Lycanroc começa a correr em círculos em torno de Blastoise. O Tipo Água até tenta mordê-lo, mas o lobo emo é muito mais veloz.
E enquanto corre, ele lança uma saraivada de pedras pontiagudas que acertam o tanque por todos os ângulos.
— Volte, Blasty. Você foi muito bem!
A Hidro Bomba do Omny da Yellow certamente não era tão potente quanto a do Blasty, mas dava pro gasto.
O que nós não contávamos, no entanto, é que a brincadeirinha que continuar correndo em círculos continuaria, e Omastar não era ágil o suficiente para acompanhar Lycanroc com o jato d'água.
— Já sei! Omastar, os pés dele!
Com rochas obstruindo o caminho, tornou-se mais difícil correr e Lycanroc perdeu velocidade. Foi nesse momento que atacamos com tudo, arremessando-o contra um arbusto.
Mas o canino ainda tinha muita energia para dar.
Com um golpe sonoro massivo, ele obrigou Omny a se recolher em sua concha. Mas isso também me deu uma ideia: já que o Omastar estava recluso, então podíamos aproveitar isso para usar a Rolagem! Chegou a nossa vez de correr atrás dele!
Mas então, com um uivo ensurdecedor, ele socou o chão e fez pedras pontiagudas brotarem...
...barrando o caminho da rolagem e quebrando a concha de Omny em vários pedacinhos. Era o fim para ele.
— Aaaah! Ele usa o Gume de Pedra de duas maneiras diferentes?!
— Até mais que duas!
— Grrrrr!
— Sentiu como é? O sabor da derrota.
— Espera só até você ver o próximo! Vai, Saur! Pó do Sono!
De repente, Lycanroc começa a bocejar, mas Cynthia é dura na queda. Antes que seu Pokémon apagasse, ela ordenou veementemente que ele mordesse a si próprio para escapar da sonolência, e assim ele o fez.
Agora estava explicado porque ele tinha tantas cicatrizes nas mãos.
Então trocamos de estratégia.
Cynthia sorriu e deixou que Lycanroc sofresse o dano avassalador.
Ele quase foi derrotado nessa brincadeira. Quase, não fosse a Sitrus Berry que ele carregava ser comida e restaurar boa parte da energia perdida em combate.
E no mesmo instante que se recuperou, ele se VINGOU.
A porrada foi forte, mas esse não era nosso único problema.
Agora Saur estava cansado. Cansado e vulnerável demais para dar conta do recado.
— Eu gosto assim! — disse eu. — Ei, Cynthia, não quer se juntar a nós em nosso barco?
— Hã?
— Estamos precisando de uma força feminina ao nosso lado!
— Desculpe, eu sou casada! (e até tenho uma filha!)
— Ah, que pena... Nossa louça tem se acumulado desde que a nossa antiga colega se foi...
— COMO OUSA?!?!?!
Cynthia ficou PISTOLASSA com esse meu comentário. Seus olhos outrora ternos e cheios de prazer em batalhar se transformaram numa fúria avassaladora que se refletiu diretamente no seu jeito de lutar.
Saur caiu duro no chão e não levantou mais.
— Está perdendo o seu tempo se acha que lugar de mulher é na cozinha! Além do mais... Eu jamais renunciaria ao meu cargo para viver com um bando de macho mal sucedido vivendo num barco minúsculo fedendo a Magikarp!
Ai. Essa doeu.
— Podia ter pegado mais leve!
— Meu querido, se tem uma coisa que eu não faço, é pegar leve com machista!
— Machista? Eu? Mas eu só disse--
— PSIU! Se você não entendeu, fica quieto! Quem tem propriedade para falar o que é machismo e o que não é, somos só nós: mulheres!
— Mas--
— CALADO! Só batalha, tá legal?!
— Grrrrr! — Aquilo me emputeceu. Peguei a próxima pokébola e arremessei com força.
O Alakazam do Blue levitava de pernas cruzadas, transmitindo uma segurança e uma sabedoria que só um Pokémon com anos e mais anos de combate poderia.
Lycanroc avançou com o Ultraje, mas...
Alakazam moldou o Poder Oculto à sua vontade para criar um redemoinho de bombinhas em torno de si. Parecia até um espetáculo de fogos de artifício.
— Sabe, eu não quis dizer--
— PSIU! Chega de tentar se justificar! Apenas siga batalhando! — Bradou ela, já sacando seu próximo Pokémon.
— Uma... Ninetales?!
Regressei Alakazam ao conforto de sua pokébola e em seu lugar, mandei a MINHA. Quer dizer, a do Blue, que agora era minha.
— Hmmm... Interessante. — Observou Cynthia ao perceber o tipo de confronto que estava se armando.
— Será que agora você pode reconsiderar o meu pedido e juntar nessa jornada mundial para eu me tornar o melhor?
— Querido!!! E por que diabos eu gostaria que VOCÊ se tornasse o melhor quando eu mesma tenho esse sonho? É lógico que não! Eu não vou com você e a sua truque! Pode ir tirando a sua Ponyta da chuva!
— Faz sentido...
— Pensa que eu não vi como você me olhou quando nos encontramos? Como se eu fosse... Um pedaço de carne!
— E bem gostoso, ainda por cima. — Complementei quando, na verdade, eu devia era ter ficado calado.
— RED!!!! — Ela ralhou. — Eu... Não sou só um objeto que você pode usar a bel prazer! Se é essa a visão que você tem sobre as mulheres, então... Você merece estar cercado de homens! Agora escute o que eu vou lhe dizer com atenção: Você até pode tentar, mas nunca vai chegar aos meus pés! Você não é nem um quarto do que eu sou! E NUNCA SERÁ! Ninetales? Mostre a ele do que somos feitas!
De Gelo. A resposta era Gelo.
Mas na cabeça dela, eu suponho que ela queria dizer "luz".
— O Véu de Aurora reduz o dano de movimentos físicos e especiais pela metade! Ninetales está mais do que protegida!
— Bom, se você acha...
Não funcionou.
Felizmente.
Os pés da minha raposa de nove caudas estavam quentes graças ao fogo que queima eternamente em seu interior. Isso fez com que o gelo evaporasse imediatamente, mas isso também foi transformado em desvantagem, pois uma vez que virou água, passou a causar danos dobrados!
Antes que aquilo se intensificasse, pedi que a minha Ninetales corresse ao redor da outra, tal e qual o Lycanroc havia feito com o Blastoise, e tentasse soprar suas chamas por alguma possível brecha na barreira de aurora, mas o escudo parecia intransponível. Eu só a estava cansando.
E Cynthia percebeu isso.
— Raio Congelante!
— Chama Furacão!
Os ataques colidiram, digladiando-se num confronto intenso de duas forças opostas até que...
...o fogo venceu!
As chamas atingiram a Ninetales, mesmo por trás do Véu de Aurora e aniquilou seus pontos de HP restantes. Um acerto crítico!
— Isso! — Comemorei dando um pulinho.
Cynthia limitou-se apenas a ajeitar o cabelo, tirando a franja da frente dos olhos.
— Gastrodon, Armadura Ácida!
O golpe atingiu, mas...
— SOBREVIVEU!!! — Gritei, indignado. — Como?!
— Cinta de Foco. — Cynthia deu de ombros. Era óbvio, como eu não pensei nisso antes? — E digo mais... — Continuou.
— A Habilidade do Gastrodon é Dreno de Tempestade!
— E daí? Eu não usei nenhum ataque de Tipo Água!
— Não usou, é? — Cynthia ergueu uma sobrancelha, lançando-me um olhar de espertinha. E então eu entendi. O ataque de gelo da Ninetales de Alola havia sido transformado em água pelo fogo da Ninetales de Kanto e agora havia água espalhada por todo o campo de batalhas. Gastrodon estava absorvendo essa água para se fortalecer!!!! Ela seguiu gritando: — Pulso d'Água!
O Impacto foi brutal.
Não sobrou uma cauda sequer para contar história.
— Volte, Ninetales! Você foi ótima!
— Huhuhuhu... E eu achando que esse truque já estava datado... Felizmente, ainda existem patetas como você que caem como um Psyduckinho!
— Grrrrr! — Eu já estava PISTOLA. Peguei um item da minha bolsa. Um Reviver Máximo e dei pro Saur...
...que voltou para a batalha como se nada tivesse acontecido!
Cynthia estreitou os olhos, revelando um sorriso sádico. Ela gritou o comando:
— Poder da Terra!
Com o ataque especial constantemente sendo aumentado pelo tanto de água que havia ficado no chão, aquele golpe foi extremo! Venusaur ficou com a metade da energia logo de cara.
Tentamos colocá-lo para dormir, mas o golpe falhou quando, para minha surpresa, Gastrodon espichou seu pescoço a 10 metros de altura, longe do alcance dos esporos soníferos. Eu sabia que aquela coisa era mole, mas não que era feita de borracha! Com aquele rosa, tava mais era pra chiclete.
Então, dois segundos depois, a cabeça já estava de volta no lugar e ele, atacando.
Mas o mesmo sol que brilhava para Roserade, também brilhava para nós.
— Muito bem, eu jamais pensei que chegaria até aqui.
Cynthia deu um beijo em sua última Pokébola e soltou ela, a Garchomp que estava treinando anteriormente.
Meu primeiro pensamento ao ver aquela criatura foi: Que Pokémon FEIO!
Mas eu não tinha tempo para me acostumar com a feitura. Era atacar ou morrer!
Infelizmente, Garchomp era boa em bloquear ataques com as asas. Asas essas que ela usou para saltar em direção ao sol, refletir a luz e cegar Venusaur temporariamente...
...antes de descer com tudo e macetá-lo até a morte o limite.
Restava-me apenas um Pokémon.
Chamei Alakazam e prontamente ordenei:
— Tela de Luz!
Enquanto Alakazam se protegia, tratei de pegar mais um Reviver Máximo e jogar para Saur. Mas aquela Garchomp não só era atacante física como também era a jato! Voou até a minha mão e fatiou o item em pedacinhos!
— Um treinador que precisa pegar itens da mochila e ficar revivendo seus Pokémon em um confronto contra um Campeão, não se garante em batalha! — disse-me Cynthia. Pior que eu tinha que concordar com ela. Mas nessas alturas do campeonato, eu já tava me borrando nas calças.
— Alakazam, vaaaai!
A psicocinese de Alakazam arremessou Garchomp longe com uma força impressionante, mas...
— Desça em queda acelerada com a Investida do Dragão!
Alakazam explodiu como os recrutas da Equipe Rocket que eu costumava espancar.
Mas mesmo diante de tamanha potência, um Pokémon treinado por Blue era um Pokémon treinado por Blue! Ele resistiu.
Tentei ordenar que se curasse com a Recuperação, mas então...
— O que está acontecendo?! Alakazam? Por que não me escuta?!
Hesitação. Que vacilo, cara! Que vacilo!
Garchomp seguiu atacando com Lança-Chamas. O golpe foi enfraquecido pela Tela de Luz, mas... Conseguiu deixar Queimaduras... Malditas queimaduras!
Mas, então...
— Garchomp?! — Cynthia se apavorou.
— Sincronia... É a habilidade do Alakazam!
— Entendi... — disse Cynthia, coçando o queixo como se eu tivesse a forçado a repensar sua estratégia. Mas é como diz aquele ditado, não é? Há males que vem para o bem. O meu Alakazam até podia ter ficado queimado, mas o Garchomp também tinha tido seu ataque físico cortado pela metade...
— Agora sim! Recuperação!
Alakazam recuperou 80% do seu HP, mas as queimaduras apareceram para atacá-lo, reduzindo uma boa quantidade do que havia sido curado.
Nisso, Garchomp estava de pé de novo, com aquela cara de poucos amigos...
Atirou-se de uma certa altura com mais uma Investida do Dragão. Eu pedi que Alakazam usasse o Teleporte para esquivar-se, mas o ataque falhou!
Resultado: Alakazam foi ferido!
A tensão estava lá nas alturas. Meu coração pulsava com a urgência de virar o jogo. Então comandei o ataque.
— Psíquico! Vaaaai!
Seria um ótimo STAB. Seria. Não fosse o fato de que Alakazam recuou DE NOVO! Fala sério, cara?! Quais as chances de isso acontecer duas vezes seguidas???
— Garra de Dragão! — Bradou Cynthia.
E lá foi ela macetar Alakazam da mesma forma que macetou o Venusaur.
O que o derrotou, porém, não foi o golpe direto da Garchomp, mas as queimaduras que se seguiram.
Tomei no cool.
— Quase. QUASE! — disse eu. — Quando é que nós vamos ter nossa revanche, princesa?
— Eu pensei que a essas alturas, você já deveria saber... Eu não sou sua princesa! E não. Você não está à minha altura para uma revanche. Pelo menos não tão cedo. Se quer me desafiar de novo... Sugiro que desafie primeiro os Líderes de Ginásio da minha Região. Talvez eles consigam te ensinar o BÁSICO. Ou quiçá... Nem isso. Eles ainda não são capazes de fazer milagres...
E se virou, os longos cabelos voando ao vento, junto da sua Garchomp, que pisava firme no chão, fazendo um barulho pesado ao andar.
— Ah. E antes que eu me esqueça... — disse ela antes de ir de uma vez por todas. — Calado você é um poeta.
Fui humilhado.
OUTRA VEZ.
Mas foi nesse momento... Foi nesse momento que eu percebi uma coisa: ela tinha razão. Eu ganhava mais se ficasse na minha, quieto, do que se eu falasse tudo o que eu penso. Eu até tinha meios de rebater Cynthia, afinal... Eu já tinha todas as insígnias de Sinnoh.
Eu concluí, porém, que não valia a pena ficar batendo boca. Ela já estava espumando e eu sinceramente estava começando a achar que eu já havia irritado mulheres demais nessa vida...










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