Anteriormente em Digimon Witch-Hunt... As garotas recebem de Tinkermon a instrução de deixarem a Ilha Arquivo para que Zoe a encontre no chamado Continente Servidor. Mas enquanto elas não encontram meios para isso, elas estão sendo guiadas pelos Digivices para localizações onde aparentemente, conseguirão descobrir e atingir novas evoluções. Yolei já conseguiu evoluir Hawkmon para Holsmon e Ruki conseguiu fazer Renamon se transformar em Kyubimon. Quem será a próxima Digi-Escolhida a conseguir tal feito?
Desde que Ruki fora resgatada na zona desértica do Digimundo, já se passaram dois dias de pura caminhada e elas continuavam no árido oeste da Ilha Arquivo, passando agora por uma região conhecida como Savana Engrenagem, cercada por postes de rua em decadência e sem nenhum fio de conexão, e geoglifos no formato de enormes engrenagens esculpidos no chão - daí o nome daquela área.

As garotas estavam exaustas e a falta de notícias do Digivice as deixava um pouco aflitas com a situação, pois desde então, nenhuma outra Digi-escolhida recebeu coordenadas de Tinkermon. A floresta já estava a léguas de distância e retroceder não era mais uma opção.

As garotas estavam exaustas e a falta de notícias do Digivice as deixava um pouco aflitas com a situação, pois desde então, nenhuma outra Digi-escolhida recebeu coordenadas de Tinkermon. A floresta já estava a léguas de distância e retroceder não era mais uma opção.
Foi quando Ruki chamou a atenção das meninas por querer se separar do grupo por um tempo...






— Diz Ruki, sem olhar nos olhos de Zoe e se afastando do grupo.


Ruki e Renamon se afastam do grupo por um momento, mas o olhar calmo e materno de Renamon sabia que a menina estava escondendo alguma coisa. Depois de um tempo, quando as duas já estavam longe o suficiente do grupo, Renamon perguntou:






Ruki e Renamon seguem caçando oponentes que pudessem derrotar. E os primeiros a serem avistados são dois bocós que ficavam lutando entre si, batendo suas claves na cabeça um do outro.
O primeiro era Fuugamon, de pele castanho-avermelhado e com roupas das cavernas.

O outro era seu primo-irmão Orgemon, cuja pele era totalmente verde e suas roupas eram de látex justinho.
A briga deles parecia durar horas, senão dias, senão noites. Eles batiam a clava um no outro sem parar e não se cansavam nem por um minuto.

— Grita, Ruki, chamando a atenção dos dois.

Instantaneamente, ao perceberem a ruiva estava atrapalhando o duelo de gerações entre os dois arqui-rivais, eles se uniram e atacaram Renamon.

Emitindo um som rudimentar estilo Zumbi de The Walking Dead, o primeiro a irromper em um ataque foi Fuugamon, que veio com sua clava de osso.



Em seguida, Orgemon disparou socos, projetando à distância o formato de sua mão em energia.


Renamon se desvia com sua agilidade acima do normal para um Digimon de seu nível (Infantil).




As mãos de Renamon são acrescidas com os dados da carta de Snimon, uma das que Ruki juntou do baralho de Domador de Baronmon, transformando-se em enormes lanças afiadas, feitas de aço.

E assim, Renamon revida o ataque dos irmãos bobões.


Alguns minutos depois...






Enquanto isso, no núcleo das meninas, que continuavam seguindo seu caminho rumo a sabe-se-lá onde, elas finalmente encontram uma CIDADE no Digimundo, por detrás de uma duna de areia. próximo ao mar, que trazia uma brisa agradável, aliviando o calor de 50 graus, não fosse pela fumaça exacerbada das indústrias naquele complexo feito inteiramente de metal.








E as Digi-Escolhidas descem em direção ao complexo industrial da Cidade Fatorial, vendo pela primeira vez algo que as lembrava de sua casa, o Mundo dos Humanos.







Então, passando pelo portão inicial da Cidade, que dizia "Seja Bem-Vinde" (uma versão neutra de linguagem, já que segundo Bun, Digimon não tem gênero) em Digimoji.



As meninas ficam encantadas com a Cidade e, esquecendo-se completamente do que disseram quando Ruki decidiu se afastar do grupo (que poderia ser perigoso), cada uma vai para um canto, impressionadas com a evolução tecnológica dos Digimons naquele paraíso de metal, uma cidade futurista no meio do nada, na Ilha Arquivo.
E Mimi e Palmon acabaram ficando para trás...






Naquele momento, então, o bolso de Mimi vibra. Era o Digivice da garota.




E o Digivice então apontou uma localização dentro da Cidade Fatorial.

Então, uma voz chama a atenção de Mimi e Palmon, interrompendo-as e desviando-lhes o foco.



O Digimon que estava atrás de Mimi era pequeniníssimo e tinha uma casca de metal, mas o seu interior era aparentemente, orgânico (dava para ver atrás de uma rachadura no local do olho) e possuía um alongado cérebro mecânico que dava para ser enxergado através de um vidro que compunha seu crânio.







Nanomon, mesmo sendo de lata, fica completamente vermelho, todo sem jeito.






Pobre Mimi, sempre tão inocente.



Nanomon oferece-se para guiá-las pelas ruas da Cidade Fatorial, cujas quadras eram compostas por residências inteiramente metálicas e fábricas que soltavam tanto poluição ambiental quanto sonora.







Havia um bando de Mekanorimon trabalhando ao ar livre em máquinas que se misturavam às casas e departamentos da Cidade Fatorial. Eles pareciam muito interessados em seu trabalho e não levantavam a cabeça por nada nesse mundo.
























— Diz Nanomon, apontando para uma criatura com cara demoníaca com uma motosserra na mão. Mimi tapa os olhos com as mãos e deixa apenas pequenas frestinhas para espiá-los, respondendo:




Palmon fica aterrorizada com aquela informação. Nanomon olha com uma cara de desprezo para Palmon.

— Mimi aponta para um Digimon humanoide, meio ciborgue, no topo de um enorme monumento de metal, sentado como que em um torno, observando a produção industrial da cidade. Ele estava olhando para outro lado, dando ordens para um bando de Mamemon e Guardromon que tentavam construir alguma coisa em uma esteira de fábrica mais adiante.









— Diz Nanomon, fazendo uma carinha receptiva e indicando com os braços robóticos, uma casa feita toda de metal.


As garotas entram, passando por Nanomon e ele fecha a porta, trancando-a.

A "casa" de Nanomon parecia na verdade um grande laboratório de tecnologias. Havia vários "brinquedos" humanos jogados em um canto no chão e o ambiente todo parecia cinza, cheio de máquinas e botões para onde quer que você olhasse.
Enquanto isso, em outro canto da cidade...

— Diz Zoe, totalmente inconformada ao descobrir que o restaurante que ela avistara só tinha Kokuwamons se alimentando de eletricidade.




Sora acena para Zoe do outro lado da rua, mais adiante. Ela estava diante de uma vitrine que continha diversos artefatos eletrônicos, mas não dava para saber com exatidão o que era. Estava escrito em Digimoji o nome do produto e muito provavelmente, o seu preço, abaixo de cada peça.









Nota do Autor: ¥ (iene) é a moeda do Japão.



Mas Bun é interrompido em sua fala.


A garota com roupa de aviadora estava eufórica.












Enquanto isso, na toca metálica de Nanomon, já com a porta devidamente trancada...








Das mãos de Nanomon saem pequenas bombas com o formato de diabinho cheio de dentes, e elas voam em alta velocidade para cima de Palmon, que não pode se defender e é pega pela explosão, voando contra a parede e caindo ferida no chão...






Os olhos de Mimi começam a lacrimejar. a garota inocente está prestes a chorar... Mas então...


Palmon se arrasta até mimi. Ela está meio *verde*... Mais do que o normal...



Nanomon então joga uma chave de fenda entre Mimi e Palmon, para que elas mantivessem a distância.





Palmon se assusta na hora, com a menção daquela palavra...




Palmon estava ficando cada vez mais fraca. A visão estava ficando mais turva, as pernas trêmulas e o corpo já não conseguia mais sustentar o peso de sua cabeça de abóbora.





E Palmon desmaia por completo, caindo com a face virada para o chão.

Do lado de fora, em outro ponto da Cidade, as meninas já estão todas reunidas, junto de seus Digimons vasculhando a área, à procura de Mimi.



Sora aponta para o enorme Andromon, que ficava visualizando a produção nas esteiras, que ocorria ao ar livre mesmo.


Andromon se vira e observa as três meninas e seus Digimons da cabeça aos pés.


Zoe fica meio sem jeito.

Andromon estende a mão para as meninas. Era um Digimon verdadeiramente gentil e simpático, ao contrário do que Nanomon dissera.







Então era por isso que Nanomon pedira para Mimi ficar bem longe de Andromon, porque na verdade, ELE era o prefeito.






Enquanto isso, Mimi estava realmente passando um enorme SUFOCO dentro do laboratório de Nanomon. Palmon estava realmente ruim e Mimi não podia tocá-la, pois agora que seu corpo também era feito de dados (como previsto por Ruki), ela própria poderia contrair o vírus e ser apagada.
Seu coraçãozinho doce estava despedaçado, ela jamais imaginou que o "Nanimonzinho" que tratou ela tão bem pudesse ser capaz de fazer uma coisa dessas...

Palmon estava desacordada e sua imagem tremeluzia, os dados sendo corrídos de dentro para fora pela ação do Vírus X. Ela definitivamente não parecia bem. Estava definhando e isso gerava muita aflição em Mimi, por ficar assistindo e não poder fazer nada.


Mimi grita a plenos pulmões. Ela estava ficando bastante apegada à Palmon. Ver a Digimon naquele estado deixava a garota triste e com uma sensação de angústia muito grande. Por mais que estivessem juntas a poucos dias, desde que se encontraram, não se desgrudaram mais. Mimi não suportaria a ideia de perder sua amiga.
Ela se lembra dos sonhos que teve com Yuramon ainda no Mundo Humano, convidando-a para brincar e pedindo que ela viesse e se tornasse sua amiga. Ela se lembra de quando a pequenina Tanemon disse que esteve esperando por ela durante muito tempo no Mundo Digital até que Mimi finalmente chegou à Ilha Arquivo... Ela se lembra do medo que sentiu quando pegou Tanemon no colo e correu, com o Kuwagamon as perseguindo, e também se lembra da luz e da energia que saiu de dentro de si quando Mimi decidiu ficar e lutar ao lado de Palmon, fazendo-a Digi-evoluir.
Ela se lembra da Palmon tentando explicar o que era a dita cuja Fotossíntese e por mais que ela tentasse explanar, Mimi não conseguia entender de maneira alguma. Ela se lembra das noites mal dormidas em que Mimi ficava com falta de sua mãe ou até mesmo de sua preciosa cama e Palmon estava lá para confortá-la. Lembra-se de ter ficado presa na teia de Dokugumon e Palmon estar ao seu lado... Lembra-se de ver Ruki cair no buraco no deserto e Palmon prontamente se oferecer a ajudar, esticando suas vinhas para tentar alcançá-la. Lembra-se do radar de água que permitiu que Mimi e as garotas tomassem um banho no lago das torres de transmissão depois de horas correndo e suando em uma terra hostil e selvagem que deixava Mimi com medo e com vontade de ir embora. Em todos esses momentos, Palmon estava lá, antes ou depois de digievoluir e isso acabou criando um laço muito, muito profundo com a garota humana.
E é esse laço que faz com que Palmon comece a piscar os olhos, recobrando a consciência por um breve período de tempo...




— Berra Mimi, com as lágrimas escorrendo violentamente de seu rosto, sentindo o corpo digital de Palmon ficar cada vez mais transparente.


Palmon fecha os olhos e então, com uma lágrima escorrendo por seu rosto que se esforçava para ser alegre naquele momento tão triste e dar um último sorriso a Mimi, se desfez por completo, não deixando para trás nem sequer uma Digitama, apenas um buraco...
...Contendo um grande, grande vazio....
Mimi baixa a cabeça... Seu chapéu cai para trás, mas ela não tem vontade de juntar.
Ela cai de joelhos no chão, sem externalizar qualquer reação e a luz do Digivice se apaga. Mimi está sem palavras... Mas seu corpo começa a tremer.
"Pobre Palmon... Ela... Se foi."
Mimi não sabe o que fazer. Ela não sabe como agir ou reagir. Ela está simplesmente em choque. Suas pernas e braços tremem e ela então sente em seu interior, algo mudar.
Ela estava queimando,
Queimando não só de tristeza, mas mais do que isso...
Uma outra força se sobrepunha à melancolia que a acometia, para invadi-la com tudo. Suas sobrancelhas se abaixam e se juntam, sua boca se estreita. Ela muda o semblante. Mimi chora enquanto queima,
QUEIMA DE RAIVA!
Grita Mimi com toda a força que explodia dentro dela. Nanomon se assusta e dá um passo para trás.












Nanomon fica sem palavras. Mimi Explode. Ela diz todas as coisas que estavam presas em seu coração. Aquilo que uma menina doce e delicada como ela "jamais deveria falar". Aquilo que a sua pureza mascarava, contendo dentro de si para não machucar aos outros: o ódio que sentia por aqueles que não correspondiam o seu amor.








Antes que Nanomon pudesse atacar, Andromon arromba a parede da casa com um único ataque, acertando e explodindo Nanomon.





— Diz Mimi com toda a frieza que vinha de seu coração naquele momento.








Andromon rasga o ar com uma lâmina de energia, explodindo em fúria e cortando Nanomon ao meio. O Digimon cientista-maluco fica dividido por um breve momento antes de se separar em pequenos dados e fragmentar-se eternamente em poeira, voltando a ser um Digitama e tomando o seu rumo pelos céus do Digimundo.





Mimi grita e dessa vez, não consegue se conter. Ela berra em uma angústia extravasante, inundando a cidade das máquinas em um tom ainda mais cinza.
Algumas ((muitas)) horas depois...

— Diz Andromon, entregando um Digitama novinho em folha a Mimi, verde brilhante, como as cores de Palmon.





Mimi pega o Digitama de Palmon e corre, corre para bem longe.



— Berra Mimi de volta, as lágrimas tornando a cair por seu rostinho outrora puro e inocente, agora corrompido pela triste realidade que a assolava...


Zoe baixa a cabeça e reflete...

CONTINUA...
0 Comentários
Gostou do nosso conteúdo? Deixe um comentário abaixo! É de graça! Caso você tenha interesse em nos ajudar a manter o blog atualizado, considere apoiar-nos financeiramente. Você pode doar qualquer valor, até centavos, para a seguinte chave PIX: contato.pokemonster.dex@gmail.com. Toda a ajuda é bem-vinda!
Siga-nos no Instagram: @plusmovedex
E não se esqueça: Mantenha o respeito e a cordialidade nos comentários!