Horas e horas se passaram e para onde quer que se olhasse, tudo o que se via era mar. Os botes salva-vidas balançavam enquanto o casco do navio rangia, submergindo cada vez mais rápido até desaparecer completamente no oceano.
Quando a tempestade finalmente cessou e os vultos branco e preto acima das nuvens pareceram desistir de sua implacável disputa transcendental, Friede avistou luzes piscando no céu. Era um helicóptero azul, sobrevoando o mar em busca de sobreviventes. Na fachada da aeronave, era possível ler o seguinte: "Rei Quera-Concha".
Dentro do helicóptero, havia um homem de cabelos azuis falando ao telefone, acompanhado de uma Policial Jenny da guarda costeira. Obviamente, não era possível ouvir o que esse homem estava falando, da posição em que Friede e os outros estavam, mas dava para ter uma ideia.




Meia Hora depois, a cavalaria chega. Uma frota de oito barcos vem unida para auxiliar no resgate das vítimas do naufrágio, de uma só vez, enchendo o coração aflito de nossos heróis de esperança.
O primeiro barco era um Catamarã, uma embarcação multicasco composta por dois cascos paralelos de tamanho igual. Era todo cor-de-rosa e tinha longas orelhas amarelas e bochechinhas redondas vermelhas de Pikachu. Em ambos os lados, era possível ler a inscrição "Perigo, Doce como Mel!". Dentro da embarcação, havia uma menininha, que parecia comandar a tripulação, muito embora ela não fizesse absolutamente nada ali dentro exceto dar ordens. Ela, inclusive, era muito baixinha para assumir o leme, pois não conseguia ter uma boa visão e não tinha força o suficiente para executar uma manobra.
Entretanto, dentro de seu catamarã, a garotinha estava acompanhada exclusivamente por uma frota de Enfermeiras Joy. Sua tripulação era composta apenas por membros da Família de Enfermeiras.




O segundo dos oito barcos que se aproximaram era guiado por duas jovens moças de roubas extravagantes. Elas se assemelhavam muito a idols de K- e J-Pop. Elas pareciam animadas, mesmo em meio à desgraça alheia e não perdiam a compostura mesmo em um momento de crise como esse. Seu barco era um rebocador marítimo, uma verdadeira NAVE projetada para empurrar, puxar e rebocar barcaças ou navios em manobras delicadas como atracação e desatracação, destinado a missões de socorro de embarcações avariadas, combate a incêndios e resgate de pessoal longe das áreas portuárias. O delas, em particular, tinha grande porte e no seu casco, era possível ler "Buscador de Desejos".
Pulando do ombro de uma para outra, havia um Pokémonzinho minúsculo, mas que não calava a boca. Era um Chatot, uma ave capaz de reproduzir a fala humana. O coitado mais atrapalhava do que ajudava.



Os próximos dois barcos eram pilotados por garotos jovens. O primeiro deles, com dentes de tubarão, tinha os joelhos escalavrados e parecia ser um jovem altamente traquina. Sua energia exalava imprudência. Sua LAR (Lancha de Ação Rápida), tingida em tons de verde militar, tinha entalhada no casco o seguinte dizer: "O Caminho que Leva ao Adeus". Era uma embarcação equipada para desenvolver alta velocidade e normalmente utilizada em missões de patrulhamento pela Marinha, possibilitando o desembarque de tropas na beira dos rios.

O segundo era um pouco mais velho, mas ainda exalando uma energia adolescente. Ele conduzia um Navio Faroleiro de casco vermelho e azul, na temática das duplas hélices de DNA... Uma embarcação concebida especialmente para a manutenção e suporte de faróis, fornecendo suprimentos, combustível, correio e transporte, também utilizada para apoiar este tipo de instalação marítima, que na maioria das vezes são construídos em locais de difícil acesso. "O Brilho na Névoa" era o nome do navio, que brilhava com holofotes potentes, iluminando a escuridão.

O próximo barco era um finíssimo iate de luxo da cruz vermelha, comandado por uma médica que estava de prontidão para socorrer quem quer que precisasse de sua ajuda. "A Porta Trancada do Oceano" era o nome da embarcação, um nome apropriado para uma embarcação normalmente utilizada para o lazer apenas por uma fração ínfima da população, os magnatas.

O sexto e o sétimo barcos eram particularmente curiosos. Um deles tinha o nome "Butterfree e Eu" e era evidente que o Capitão, em roupas de pirata, tinha uma afeição por tal Pokémon de Tipo Inseto, pois a embarcação era um veleiro totalmente customizado para parecer-se com uma Butterfree. As velas tinham o formato de suas asas e o casco possuía olhos, boca e patinhas que se assemelhavam e MUITO com o Pokémon, uma cena cômica em meio ao desespero.
O outro barco era um submarino que tentava emergir das águas. O submarino tinha um formato de Wailord e "Milagre dos Sete Dias" era seu nome. De dentro da embarcação, o Capitão envia uma mensagem para seu colega amante de Butterfree...


O homem de cabelos lilases começou a manejar as velas em formato de asas e realizou uma manobra, mandando-se para longe e abrindo caminho para que o submarino emergisse.
E o último barco era uma tradicional caravela, da época das grandes navegações, intitulada "Best Wishes!". Seu casco era de madeira e na proa, tinha uma estatueta de sereia com braços abertos, uma antiga superstição que permeava o coração e a mente de navegadores há séculos e séculos. Dizem que diz a figura de sereia na proa de um barco traz boa sorte a todos a bordo, apesar de as mulheres terem sido, ao longo de milhares de anos, proibidas de embarcar em navios, porque se pensava que elas traziam má sorte. Mas a capitã do navio era uma mulher imponente e confiante, de personalidade forte.
Tinha em torno de uns quarenta anos e ostentava um cabelo vermelho berrante, à la Madonna anos 80 e segurava o leme com coragem e determinação. Sem sombra de dúvidas, ela era a mais experiente de TODOS os barcos que chegaram ali para resgatar as vítimas do naufrágio, e isso se tornava evidente ao observar o olhar plácido da Capitã, que calculava os danos do naufrágio em vidas:

Com uma série de novos traumas, anseios e aflições, todos os náufragos foram movidos pelos barcos em direção à segurança, na Região mais próxima entre o Japão e os Estados Unidos, as Ilhas Decolore. O dia amanheceu lindo, com um sol de rachar e um clima tropical perfeito para quem gostaria de tirar umas férias longe da muvuca da cidade, no entanto, nenhuma das pessoas que estavam a bordo do navio de Porter Parker parecia animada após o incidente, mas pelo menos "Emako", a ávida capitã da Caravela Best Wishes!, estava certa. Nenhuma morte, 100% de sucesso. Por mais que o prejuízo material tenha sido grande, se nenhum vida perdida no incidente, então tudo ficaria bem.
As Ilhas Decolore (ou Decolora, como os Japoneses chamavam) eram um Arquipélago pouco explorado, com muitas e muitas ilhas destinadas puramente à preservação ambiental, servindo como reserva natural para espécies de Pokémon encontradas tanto no Japão quanto nos Estados Unidos, já que as ilhas ficavam no meio do caminho entre Unova e Kanto. Mas a Região em si era rodeada de mistérios, envolvendo contos antigos de piratas e uma peregrinação interminável atrás de um suposto tesouro escondido em uma das 17 ilhas que compõem o arquipélago.
Essa é uma lenda muito antiga de um "Tesouro Legendário" que foi escondido em uma de suas ilhas (não se sabe qual) pelo Rei dos Piratas há 300 anos atrás. Desde então, todos os anos, diversos treinadores Pokémon do mundo todo vêm para as Ilhas Decolore em busca do tal tesouro e acabam transformando o local que deveria ser uma reserva natural para diversas espécies Pokémon em um verdadeiro caos, no processo.
Essa busca incansável pelo Tesouro Legendário também atraiu diversos piratas, que se estabeleceram nas ilhas e criaram bases para impedir que qualquer treinador "comum" venha a Decolore e roube o tesouro. Esses piratas, com o tempo, uniram-se para formar um forte de defesa em seus barcos, que circulam as Ilhas Decolore dia e noite, noite e dia, bloqueando assim, a passagem de treinadores gananciosos que vêm às Ilhas para destruí-las em busca do tesouro perdido.
Muito recentemente, esse grande grupo de piratas foi "institucionalizado" pelas autoridades locais pelo seu notório trabalho de manter as Ilhas seguras, resguardando, defendendo e preservando as Ilhas de invasores, sejam eles humanos ou Pokémon. E com isso, eles foram promovidos ao cargo de "Líderes de Ginásio" de Decolore, sendo assim, os responsáveis por fazer o filtro de treinadores que entram e saem do Arquipélago ao estabelecerem e executarem uma Liga Regional, um torneio que permite o avanço apenas dos mais fortes treinadores.
Cada Líder de Ginásio de Decolore é um Pirata e sua base, ou seja, seu ginásio, fica em seu barco, cada qual com a sua característica própria. No entanto, é de se notar que esta não é uma Liga comum, pois os Líderes/Piratas não se especializam em um único Tipo de Pokémon, e cada um deles batalha em um local diferente a céu aberto, seja ele no céu, na praia ou no mar. Seus ginásios também não possuem uma constituição física padrão, ou seja, suas instalações não se fazem em prédios como nas demais regiões, mas em barcos personalizados para representarem a personalidade e o estilo de sua tripulação única. Além disso, a ordem de batalha dos ginásios é livre, já que eles se encontram espalhados pelo mar, em movimento.
Atualmente, o grupo encontra-se ameaçado à falência, pois as pessoas não dão o devido valor à preservação ambiental e acabam direcionando a economia para meios não sustentáveis. "Os oito" de Decolore são os Líderes de Ginásio e a nona, a mulher de cabelos rubros que tem uma caravela como Embarcação, a Chefe de todos, a Líder de Ginásio Suprema e Campeã do Arquipélago: Emako.
Agora, passado o susto da Noite anterior, nossos heróis descansam na Ilha Paladin, a décima sétima Ilha do Arquipélago Decolore, com seu farol, onde supostamente, muito tempo atrás, o treinador mais forte de Unova enfrentou o treinador mais forte de Sinnoh.
No entanto, parece que algumas pessoas recém estavam se dando por conta do que havia acontecido...


Friede se acorda com Amethio esmurrando a porta de seu quarto alugado no Centro Pokémon local.

O Líder dos Trovonautas então se reúne com o Campeão de Kitakami e parte em direção à ala geral do Centro Pokémon, onde está Cynthia, a destemida membro da Elite dos Quatro. No entanto, somente agora ela parecia estar em choque...
As mãos de Cynthia estavam instáveis e suas pupilas pequenininhas, os olhos arregalados. Ela suava frio e não conseguia parar de tremer. Lucario, o fiel Pokémon que a acompanhava, não saía do seu lado, percebendo as alterações constantes na aura de Cynthia, que tremeluzia como se estivesse prestes a colapsar.



Na noite anterior, Cynthia era a mais centrada, a que menos parecia estar em pânico. Demorou, mas a ficha caiu. Ela agora estava revivendo o trauma repetidamente em sua mente, o que causava todo esse estresse para o cérebro e pra o corpo da treinadora.



Cynthia parece ter nomeado sua filha a partir de um lago de sua Região de origem.








Cynthia faz um carinho na cabeça de Lucario com suas mãos vacilantes.



Cynthia começa a tremer ainda mais forte do que antes...


Cynthia estava tendo uma batalha de treinamento na parte externa do navio quando a tempestade se iniciou, abruptamente, do nada. Friede e Amethio não estavam lá. Eles se encontravam recolhidos em suas cabines no momento em que a desgraça aconteceu.




Claro, Friede estava ferrado no sono quando tudo começou.





Cynthia sequer consegue formular uma frase direito sem gaguejar, ela está completamente em choque. Lucario olha para sua treinadora e se sente impotente. O Pokémon, espiritualmente ligado a ela, então começa a chorar.







Friede então puxa o braço de Amethio e conversa com ele, em particular.





No entanto, naquele exato momento, uma comitiva se aproximou deles. Um grupo de cinco pessoas, mais precisamente cinco PORTER's, extremamente IDÊNTICOS, vinha apressado, querendo falar com Friede e os outros.
Os cinco eram iguaizinhos. A mesma altura, a mesma pele, o mesmo olho, o mesmo corte de cabelo, as mesmas condições físicas... TUDO. Exatamente TUDO idêntico, como se eles fossem todos clones uns dos outros, deixando Friede e Amethio sem reação.

A única diferença visível entre todos eles era a cor do seu colarinho. Havia um vermelho, outro azul, outro amarelo, outro verde e um rosa. Se eles decidissem trocar de roupas ali na frente e então se embaralhassem, seria impossível dizer quem era quem.





























Cynthia começa a falar, com a voz rouca e de repente, todos se voltam para ela. Eles haviam se esquecido completamente da presença da Elite 4 ali.






Lucario tenta forçar Cynthia para que ela se levanta e vá com eles, mas a treinadora realmente conhece seus limites e sabe que não vai conseguir retornar à área em que o desastre aconteceu.

Lucario olha para Cynthia e então troca de direção, olhando para Friede.


Lucario observa a aura resoluta de Friede e parece compreender cada uma de suas palavras. O Pokémon canídeo bípede concorda e avança para o lado do Professor, pronto para receber seus comandos.
Uma frota de navios e embarcações menores foi prontamente direcionada até o local do naufrágio. Dentre eles, havia o navio de cada um dos Porter's do Conselho de Porter's e mais os barcos (e helicóptero) dos Oito Líderes de Ginásio de Decolore (Nove, se contarmos a Capitã e Líder de Ginásio Suprema, Emako e sua caravela).
O Porter do Navio naufragado, de colarinho vermelho, subiu ao topo do navio de seu colega, o Porter do Oceano Atlântico (de colarinho verde) e pôs-se a falar no megafone, dando ordens a todos que ali estavam, para que juntos pudessem mover o navio com segurança e evitar o derramamento de óleo.

Mesmo que os demais tivessem dúvidas, não dava para saber, pois só quem tinha um megafone era o Porter.

E assim, começou um lento processo de recuperação do navio.
A primeira etapa se deu com os treinadores tentando virar o navio que havia "emborcado" de lado e jazia no solo oceânico a uma profundidade relativamente rasa, de apenas 2.000 metros ou 2 km, em uma faixa conhecida como Plataforma Continental.
No entanto, o maior desafio era lidar com a pressão do fundo do mar. A pressão média no nível do mar é de aproximadamente 1 atmosfera (1 atm). A cada 10 metros de profundidade no mar, aumenta-se 1 atmosfera de pressão ou 1 atm. Em outras palavras, na distância que a embarcação se encontrava, a pressão era de impressionantes 20.000 atmosferas!!!
Mas os Pokémon eram os protagonistas nesta missão e com seus poderes, que invocavam os elementos da natureza, eles conseguiram, após mais de uma hora de tentativas, desvirar o navio.
A primeira coisa que o grupo conseguiu fazer foi introduzir com muita perspicácia, um item dentro da embarcação naufragada que reduziu seu peso pela METADE. Uma Float Stone ou "Pedra Flutuante", no bom e velho português.
Graças ao "Truque da Troca", utilizado pelo Zoroark de um dos Líderes de Ginásio de Decolore, o navio que antes pesava mais ou menos 250 mil toneladas, como Friede havia precisado, agora ele pesava "apenas" cerca de 125 mil. Mas eles não podiam reduzir muito mais a massa do navio, pois eles corriam o risco de reduzir a densidade do mesmo, o que consequentemente aumentaria o risco de implosão.



Mas eles não eram os únicos que estavam se esforçando...



Lucario estava fazendo muita, muita força e precisava de uma concentração tremenda, mas ele não cedia. Ele queria ajudar, ser útil de alguma forma.
Enquanto os Pokémon telecinéticos tentavam mover o navio com a força do pensamento, os Pokémon de Tipo Água forçavam ondas na direção desejada, para facilitar o trabalho. Mas ainda assim, era muito, MUITO pesado. E muito, muito difícil mover qualquer coisa comprimida por uma pressão absurda como aquela.













A combinação dos ataques era poderosa. Em uma batalha, todos aqueles movimentos vindo em uma única direção poderiam causar uma explosão e tanto, mas contra as profundezas do mar, era como tentar desintegrar uma montanha com apenas um soco. Eles eram pequenos demais diante da infinitude do oceano.
Foram preciso vários e vários e vários usos dos mesmos golpes, sucessivas vezes, para que apenas alguns centímetros do navio fossem movidos. Então, os Pokémon se cansavam e precisavam de Éteres e Elixires para poderem continuar usando os mesmos movimentos até a exaustão. Além disso, todo tipo de item para aumentar o potencial desses movimentos foram utilizados, desde Água Mística até Gemas d'Água.
Cada vez que eles empurravam com força, o mar furiosamente resistia como uma parede rígida que teimava em sair do lugar. Eles brigavam e brigavam contra a força do oceano, muito embora a correnteza estivesse a seu favor naquele momento, e mesmo com toda a sua persistência, aquela parecia uma tarefa penosa e laboral, pesada demais para aquele grupo que, em uma escala humana, era grande, mas em uma escala da natureza, era ínfimo.
Com muito esforço e dedicação, a equipe levou horas para conseguir atingir o resultado esperado, mas após muito empenho, com muita garra e afinco, os Pokémon atingem o objetivo de "desvirar" o navio, colocando-o na vertical novamente, ainda debaixo do oceano.
O sol, testemunha silenciosa da missão, castigava, mas eles não podiam parar. Uma vez que o navio havia sido revertido para a posição desejada, eles precisavam dar continuidade à operação. A próxima etapa consistia em fazer o navio emergir, com os Pokémon Psíquicos puxando a embarcação para cima enquanto os Pokémon de água tentam redirecionar ondas para atingir o barco de baixo para cima, fazendo um bom uso da força de empuxo.
Empuxo é o nome dado à força exercida por um fluido sobre um objeto mergulhado total ou parcialmente nele. Também conhecido como Princípio de Arquimedes, o empuxo sempre apresenta direção vertical e sentido para cima. Em outras palavras, quando algo está submerso em um fluido, existe uma força que empurra esse "algo" para cima, aliviando gradativamente a pressão sobre a embarcação. Utilizar desta força para facilitar o processo de recuperação do navio, era uma manobra extremamente inteligente, arquitetada pelos sagazes Porter's, que estavam no controle de tudo, direcionando cada ataque, coordenando cada grupo e se certificando de que nenhum erro pudesse passar despercebido.
Mais duas horas se desenrolaram penosamente até que o navio ganhasse uma "altitude" adequada dentro d'água. Quando o navio chegou na marca de 1.000 metros de profundidade, um grande peso havia sido retirado. A pressão estava muito mais fraca, embora ainda fosse extremamente difícil mover o barco, mas o fato de que a cada dez metros, a pressão cedia um pouco, ajudava.
E assim, conforme o navio ia subindo, mais e mais fácil se tornava o processo. Por outro lado, os Pokémon não podiam mais parar de segurar a embarcação, pois uma vez que o fizessem, ele voltaria imediatamente para o fundo do mar e tudo voltaria à estaca zero. Eles precisavam segurar com todas as suas forças para não deixar o cruzeiro cair e nesse processo lento e penoso, vacilar não era uma opção. Não havia espaço para fadiga. Não havia espaço para descanso. Só havia TRABALHO DURO e dedicação e com um pouco de fé, as coisas dariam certo. Ao menos, era que Friede e TODOS os envolvidos esperançosamente desejavam...
Foi necessário um esforço conjunto e sincronizado e, de mãos dadas, a equipe de centenas de treinadores torcia, a cada metro conquistado, que mais um metro fosse superado, e assim por diante... A força ascendente, criada em conjunto pelos Pokémon com habilidades Psíquicas, os Pokémon com habilidades Aquáticas e o empuxo, A resistência do oceano não se rendia facilmente, mas a determinação do grupo era inabalável. A expectativa era de que, em breve, o navio emergiria completamente das profundezas e conforme ele subia, mas isso parecia um processo interminável. Era lento e cansativo, ninguém aguentava mais...
Mas quando o navio atingiu uma profundidade de 100 metros, as coisas estavam relativamente mais fáceis. No entanto, o cansaço já havia batido com todas as suas forças e os Pokémon não pareciam mais capazes de manter o mesmo empenho que tinham quando iniciaram a missão. Foi aí que novos monstrinhos entraram em ação... Desta vez, Pokémon que destemidamente mergulharam na água e utilizaram sua própria força FÍSICA para tentar empurrar o navio em direção ao alto.
O primeiro movimento foi bem arriscado, para falar a verdade. Caso desse errado, eles perderiam tudo. Mas se desse certo, então o sucesso da missão como um todo estaria praticamente garantido! Eles mergulharam Gigalith, um dos Pokémon que pertenciam a uma das Líderes de Ginásio de Decolore, a médica Kyōko, e pediram que o mesmo utilizasse a Explosão depois que tivesse afundado o suficiente para ficar ABAIXO do navio.
A força da explosão vinda debaixo empurrou o navio ainda mais depressa para cima, e novos Pokémon puderam entrar em cena a partir daí...











Quando o navio estava a 40 metros da superfície, mais uma série de Pokémon entrou em ação, desta vez, criando um tornado que, ao entrar em contato com a água, produziu a força que faltava para empurrar a embarcação de vez até o lado de fora d'água.




A onda de calor quente em choque com os ventos frios criou um ciclone que perfurou a barreira d'água, descendo em espiral até abaixo do navio, criando uma correnteza que forneceu a propulsão extra que faltava para empurrar de uma vez por todas a embarcação para fora d'água.
Quando o navio finalmente despontou do lado de fora, um misto de alívio e cansaço extremo bateu, deixando a todos emocionados. As palmas foram como uma recompensa após o esforço mútuo, muito mais que merecido.
Friede suava, extremamente cansado, mas o trabalho ainda não havia acabado. Eles agora precisavam esvaziar o navio, que continha litros e mais litros de água em seu interior. Não era uma tarefa fácil, mas a parte pior, eles já tinham vencido.
Com muito cuidado para não causar a explosão de nenhum tanque, eles começaram a secagem de maneira INTENSA, colocando os Tipo Fogo e Planta para trabalharem, direcionando seus ataques para drenar a água de áreas específicas do navio, que não poderiam funcionar encharcadas, como os circuitos elétricos.









Protagonismo ou não, Armarouge foi um dos que mais ajudou nesta etapa, pois o seu Movimento Kitakamiano Artilharia de Vapor tem o poder de evaporar a água do corpo do oponente de forma abrupta e destrutiva. Isso ajudou a secar o navio bem mais rápido do que eles previam. Enquanto a secagem era feita, o grupo de Porter's utilizava seus Pokémon crustáceos para martelar a lataria do navio que havia sido entortada durante a colisão com os raios...
E no final das contas, um dos Pokémon que mais ajudou na reparação de fendas e rachaduras foi a Vespiquen de Mizuha, com seu mel viscoso, utilizado para selar qualquer tipo de fissura no casco do navio. Com um único Ordem de Ataque, Vespiquen convocou um enxame de Combee que vivam nas Ilhas Decolore para ajudarem a vedar as trincaduras com seu mel pondo um fim nos danos físicos que haviam prejudicado a estrutura do navio e o feito afundar.
Assim que o navio estava em condições ideais, os Pokémon Psíquicos e Aquáticos finalmente o soltaram, apresentando sinais de cansaço EXTREMO. Lucario estava em frangalhos... O Pokémon aura simplesmente tombou no chão, aos pés de Friede, e não tinha mais forças para se levantar.


Lucario mal conseguia levantar a cabeça. Ele estava sentindo o corpo inteiro pesar, tamanho o esforço que havia empreendido.

Friede faz carinho na cabeça de Lucario, que se sente abençoado por estar em boas mãos. Ele jamais confiaria em Friede para comandá-lo se não tivesse percebido em sua AURA, que ele era um treinador justo e decente.
Nisso, Lucario se pega admirando Friede, mas o treinador que recentemente havia enfrentado a Elite dos 4 de Kitakami não parecia notar. Ele foi até o interior do barco e trouxe uma cesta de Berries para seus Pokémon, Armarouge e Hisuian Arcanine, e não pode deixar de oferecer para Lucario também, de muito bom grado.



Lucario ergue a cabeça com dificuldade, arfando, e observa a aura benevolente que se forma em torno de Friede, uma luz azul tão intensa, mas tão intensa, que Lucario se apaixona. Ele não recua nem cede, como normalmente faria. Pelo contrário, desta vez, ele se esforça e se levanta, indo pegar as frutas com alegria e a certeza de estar entre amigos.
Continua...
Disclaimer: Oi, o meu nome é Kevin e eu sou um homem adulto que gasta horas e horas de seu precioso tempo escrevendo e editando fanfictions de Pokémon por pura diversão! Eu não recebo um centavo por isso! Nunca recebi uma doação sequer para apoiar minha produção! Todo o meu trabalho é movido puramente por amor à franquia e eu o faço para me sentir feliz, o que geralmente acontece toda vez que eu termino um capítulo, e mais ainda, quando eu termino uma história. Então, se você chegou até aqui, não esqueça de deixar um comentário abaixo, caso contrário, não tem como eu saber se estão gostando ou não, nem receber sugestões de melhoria. Vamos lá, comente! Assim como eu escrevo sem receber nada por isso, comentar também é de graça e ajuda o autor a entender melhor os seus erros e aprimorar a escrita.
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