Naquele dia, o braço Terastalizado de Friede amanheceu particularmente dolorido. Ele ainda não havia se acostumado com a perda do membro, e nem queria, pois se ele fosse capaz de restaurar Liko, Charizard e o Capitão Raichu, também seria capaz de restaurar seu braço, ele só ainda não sabia COMO.
Às nove horas da manhã, o navio faroleiro do Líder de Ginásio Tatsuya se inclinou na direção da costa leste dos Estados Unidos...


...e atracou no cais de Castelia City, uma das maiores cidades da Região de Unova, marcada por arranha-céus que literalmente ultrapassavam as nuvens e, é claro, muita gente apressada caminhando pelas ruas.
Levou poucos minutos até que todos os passageiros tivessem desembarcado. Amethio, Cynthia, Briar e Friede ficaram para o final, para agradecerem Tatsuya e Hiroaki pela viagem rápida e segura oferecida gentilmente pelos dois. Mas sem que os demais soubessem, Friede estava na verdade demorando para sair do barco para deixar que Kieran, Carmine e Perrin fossem embora logo. Ele não aguentava mais ficar perto daquelas pessoas, ainda mais depois de tudo o que Perrin fez para ele.
Os Líderes de Decolore, por outro lado, eram gentis e sorridentes e ficaram sem jeito quando nossos heróis foram até eles...



Friede pegou sua jaqueta e a abriu, mostrando dois itens muito valiosos pregados do lado de dentro dela, como se fossem broches. As Insígnias de Ginásio entregues por Hiroaki e Tatsuya, respectivamente as Insígnias da "Depuração das Águas" e da "Conexão Homem-Natureza".
Sim, durante o tempo em que estiveram viajando entre o longínquo arquipélago onde agora Porter trabalhava arduamente para recuperar seu navio perdido, e o paraíso capitalista de Unova, Friede achou prudente desafiá-los para uma batalha por dois motivos:
1) Para treinar para sua prova de admissão no Mestrado na Blueberry Academy, que estava cada vez mais próxima, e...
2) Por pura diversão!
E considerando que Friede tinha dois novos integrantes em sua equipe, nada mais justo do que deixá-los rapidamente no mesmo nível que os demais integrantes da party, para não desbalancear o time.
E assim, Lucario e Finizen deram tudo de si nas partidas em alto-mar.
...O que rendeu a Friede uma vitória ardente sobre o imponente Druddigon de Hiroaki e o astuto Flareon de Tatsuya.
Dentro ou fora da Região onde atuam, uma partida de ginásio é uma partida de ginásio e os líderes não tiveram escolha senão entregar suas preciosas insígnias para Friede, que agora as ostentava em peito, junto às demais que havia ganhado na Região de Kitakami...
E até mesmo àquela única insígnia que conquistou em sua visita a Paldea...
Com certeza, currículo era algo que Friede mais tinha para concorrer no ingresso à Pós-Graduação. E pelo que a Srta. Briar havia dito, a Blueberry Academy era extremamente rigorosa, focada em Batalhas Pokémon. Se Friede queria ter alguma chance de conquistar a bolsa de estudos da qual Briar havia falado, ele precisava dar duro. Afinal, dinheiro nenhum cai do céu, e ele precisaria se esforçar ao máximo para conseguir cumprir as metas e os objetivos da instituição de pesquisa se quisesse entrar para o Mestrado e manter-se recebendo.
No entanto, se quisesse ir para a BB Academy e participar da BB League, Friede precisava aguardar, pois seu próximo barco, que os levaria diretamente para a escola em alto-mar, só partiria do cais de Castelia City às 18:00h. Ainda havia nove horas de diversão na cidade grande antes que eles pudessem zarpar dali finalmente rumo a seu destino final, a Academia Pokémon subaquática.
Agora em terra firme, entretanto, nossos heróis tinham o ânimo renovado e estavam prontos para gastar seu precioso tempo se divertindo, tirando um pouco da pressão da cabeça depois de tudo o que vivenciaram nos últimos dias. Friede era o que mais tinha motivos para tentar esquecer da vida, e desvencilhar-se das mazelas que vinham lhe pesando os ombros desde muito antes de chegar a Kitakami.
Rapidamente, Cynthia, Amethio, Briar e Friede se separaram, cada um perseguindo uma atração diferente da cidade...



Todos de repente param e encaram Cynthia.

Os olhares se diversificaram, mas ainda assim, não era possível afirmar se Cynthia estava mesmo indo lá para estudar ou para encher a cara.





Cynthia se aproxima e dá um abraço em Friede, depois abraça cada um dos outros. Por mais que tivessem ficado pouco tempo juntos, foi o suficiente para que todos desenvolvessem uma amizade com a membro da Elite dos 4 de Kitakami, que almejava o título de Campeã e não iria se sossegar até conquistá-lo...


Friede finaliza a despedida com mais um abraço apertado, transmitindo toda a gratidão pelos conselhos que Cynthia havia lhe dado, conselhos esses que foram valiosos para que ele pudesse continuar, mesmo depois de toda a desgraça que estava acontecendo em sua vida.
Quando Friede já estava longe, caminhando sozinho, no entanto, ele percebeu que havia esquecido de informar a Amethio e Briar onde estava indo... Bom, de qualquer forma, inevitavelmente, eles precisariam se encontrar no cais novamente antes das 18h, então ele suspirou, pensando que aquele seria um bom tempo para ele ficar um pouco sozinho e refletir.
Guiado por sua curiosidade de turista, Friede estava se dirigindo a um dos maiores pontos turísticos de toda Unova: a Skyarrow Bridge, uma das diversas pontes colossais que podiam ser encontradas na Região. O objetivo do Professor Pokémon era claro: subir até o ponto mais alto da ponte e pegar uma vista panorâmica de toda a Região.
E assim, ele o fez, embora Friede não soubesse que precisaria caminhar TANTO para chegar até lá. A obra que estabelecia uma comunicação entre Castelia City e a floresta adjacente era de tirar o fôlego. Suas enormes vigas de pedra apontavam para a única direção que Unova parecia se importar com: para o alto e além.
Apesar de não estar demonstrando por fora, Friede estava nervoso. Suas mãos estavam trêmulas, a ansiedade batia com força e quanto mais ele pensava que estava próximo de chegar à Blueberry Academy, mais ele se lembrava do seu processo seletivo e mais ele se preocupava com o seu empenho e performance diante do desafio contra a Elite dos 4 da Academia.
Estar ali, no entanto, naquele ambiente exuberante e acolhedor, fez com que Friede se acalmasse por um momento. Nos céus, acima das gigantescas hastes da ponte, inúmeras espécies de Pokémon Voadores traçavam seu curso pelos céus. Abaixo, nas águas do mar, haviam ainda mais Pokémon fenomenais, alguns dos quais os seres humanos já tinham conhecimento e muitos mais ainda esperando para serem descobertos. Na Floresta Pinwheel, mais ao leste, vários Pokémon de comportamento terrestre pastavam tranquilamente, e mesmo as espécies carnívoras pareciam tranquilas e em harmonia, vivendo em um perfeito equilíbrio com natureza, numa relação de jamais pegar para si mais do que o necessário.
Assim como tudo se encontrava de maneira pacata e bonançosa na vida selvagem, Friede desejou que sua vida também estivesse seguindo esse caminho. Por um instante, ele se permitiu pensar o que teria acontecido se ele e os Trovonautas jamais tivessem tido a maluca ideia de serem voluntários na pesquisa da Viagem no Tempo... Quanta coisa teria mudado? Mais de dois meses, quase três meses da história sofrida de Friede teriam sido APAGADOS e ele não estaria ali agora, agonizando em seus próprios infortúnios.
Mas como tudo o que é bom dura pouco, o tempo de contemplação do Professor Pokémon foi varrido para longe quando ele começou a ouvir um barulho estranho vindo dali mesmo, da Ponte Skyarrow. Era o som de asas batendo, e batendo MUITO.
Pelo canto do olho, Friede consegue ver sombras se projetando no chão, no piso da ponte. As sombras são tão velozes, que parecem apenas um borrão. Ele não consegue identificar o que é. Então, ele olha para cima, apenas para avistar uma revoada de pássaros colossais, maiores e mais altos do que qualquer ser humano, em uma corrida que parecia desordenada e conturbada, como se algo estivesse errado em sua coordenação de grupo.


O Rotom Phone de Friede então deixa o bolso de Friede automaticamente, flutuando para o alto e escaneando as criaturas voadoras que pareciam se digladiar nos céus, desorientadas.




Friede não era tolo para acreditar nessas coisas de signo. Ele sabe que a Astrologia não passa de uma pseudo-ciência e que os astros não têm influência alguma na nossa vida, até porque existem muitos mais planetas lá fora, no vasto espaço sideral, do que apenas os nove* que conhecemos no Sistema Solar.
(Nota do Autor: Esta história se passa no ano de 2005, e Plutão só foi rebatizado como "planeta anão" por Michael Brown um ano depois, em 2006).



Friede e Rotom então correm pela estrutura da ponte, tentando acompanhar o bando de Braviary que continuava em movimento, tão rápidos que mal podia-se distinguir seus corpos direito. E foi no momento em que Friede e o Pokémon vivendo no smartphone saíram de onde estavam para averiguar a situação, que a luta entre a revoada pareceu se intensificar.
Com pios estridentes, asas de envergadura ciclópica e garras e bicos capazes de perfurar até mesmo uma barra espessa de aço, os Braviary começaram a dar tudo de si, invocando poderosos movimentos de tirar o fôlego, e eles pareciam estar todos mirando seus ataques em um indivíduo específico, um último Braviary que era mais lento e voava capenga, tentando acompanhar os outros. Parece que eles não o queriam no bando.




Antes que Friede, Rotom ou qualquer outro que estivesse cruzando a ponte no momento pudessem fazer alguma coisa, a chuva de ataques faz a Skyarrow Bridge estremecer. Dentre os golpes desferidos pela horda, Friede pode registrar apenas alguns, tamanha a velocidade em que tudo aconteceu: Ataque de Asas, Ataque de Fúria, Pássaro Bravo, Golpe de Ar, Ás Aéreo, Deslizamento de Rochas, Asas de Aço, Superpoder e Queda Livre.
Como resultado da saraivada pungente, o Braviary capenga caiu dos céus e foi derrubado na Floresta Pinwheel, no fim da outra extremidade da ponte. E mesmo gravemente abalado, seus "companheiros" de grupo não paravam de atacá-lo.

Friede corre o mais rápido que pode, desejando poder fazer algo a respeito, mas os Braviary são muitos velozes e continuam mandando ataques contra o pobre Braviary que parecia já ter sido derrotado, estirado no chão com as asas para baixo.
No entanto, o que mexeu com o coração do Professor Pokémon foi ver o Pokémon ferido erguer a cabeça e continuar se arrastando em direção ao bando que o atacava. Não para contra-atacar nem nada do tipo, mas como se buscasse algum tipo de aprovação deles, como se... Quisesse pertencer àquele grupo, mesmo não recebendo o seu devido valor por nenhum dos integrantes.
O Braviary todo esfolado, com as penas sujas e quebradas, utilizava todas as forças que tinha para alcançar o bando, e piava em um tom triste e miserável, implorando para ir com eles.

Mas o grupo não recuava. Eles continuavam furiosos, mirando seus bicos e garras contra o indefeso e injustiçado Pokémon mutilado, um alerta claro de que se ele se aproximasse outra vez, seria alvejado.
Agora cada vez mais perto da cena, a uns cem metros do local em que tudo estava acontecendo, Friede observa o espécime se debatendo no chão, lutando contra a dor para tentar se aproximar do bando que o desprezava e começa a analisar a situação...

Enquanto Friede se questiona sobre tudo o que estava acontecendo, seu coração movido por um forte senso de justiça o impede de recuar e ele segue correndo na direção dos pássaros bravos, munido de uma pokébola na mão...

E então, com um estalo, Friede liberta Lucario, trazendo-o para a frente do Pokémon ferido.

Assim que o Braviary capenga percebe que está sendo ajudado, no entanto, seu comportamento muda. Ele pia para Lucario, tentando fazê-lo parar de intervir. Na verdade, aquele Braviary não quer que ninguém se intrometa. Ele não quer mais motivos para ser ODIADO pelo bando. Na verdade, tudo o que ele quer é AMOR, nem que ele tenha que rastejar, se humilhar e se auto degradar por isso.

Friede se abaixa ao lado do Pokémon Ferido, que continuava caído de asas abertas no chão, severamente machucado.

Friede nem precisava chamar a atenção do Pokémon, pois ele conseguia ler a aura do treinador e já sabia que aquele era o momento para entrar em ação, o momento de atacar.
Então, com muito empenho e afinco e munido de um olhar amedrontador, Lucario preparou uma Aura Esférica fulminante para obliterar o bando, arremessando-a com tudo em direção à revoada.
Mas os pássaros fizeram o que OBVIAMENTE fariam: eles simplesmente voaram para longe e escaparam do ataque, que colidiu contra uma árvore e explodiu ao fundo, falhando miseravelmente.

Os quatro primeiros Braviary do grupo então se voltaram contra Friede e Lucario. E muito embora fossem só eles atacando, Friede seria louco de não duvidar que a qualquer momento todos os outros membros do grupo não se voltariam e atacariam ao mesmo tempo, eliminando qualquer chance que Lucario teria de vencer em uma luta justa.
Um dos Braviary iniciou com o Vento de Cauda, ampliando a velocidade de todo o grupo. E os demais atacaram na sequência com dois Pássaros-Bravo, supereficazes contra tipos Lutador como Lucario, e um Golpe de Ar.
Os ataques rugem conforme avançam e Lucario se vê em uma enrascada. Por que diabos Friede foi se meter nessa fria?
Mas Lucario não era um Pokémon comum. Ele entendia porque Friede havia feito o que fez. Ele podia ler a aura do treinador e sentir todas as suas intenções. Lucario sabia que Friede estava tentando ajudar um Pokémon indefeso que estava sendo injustamente atacando por um bando com dezenas de indivíduos. Se isso não era uma luta por justiça, Lucario não sabia o que era. E de resto, nada mais interessava. O mais importante, naquele momento, era ajudar, mesmo que estivesse em uma desvantagem extrema e que precisasse se sacrificar para fazê-lo. Então Lucario aguentou firme, sendo quase aniquilado de uma só vez... Mas ele se segurou e aguentou, permanecendo de pé pela simples missão de fazer o bem a quem estava necessitando.
Mas mesmo quando Lucario caiu, exaurido, utilizando de todas as suas forças para manter-se de pé, o grupo de pássaros assassinos continuou atacando...
Eles continuavam impiedosamente preparando seus ataques e mirando uma vez mais contra o Pokémon da Aura, sem se importar se ele seria capaz ou não de resistir ao impacto. Mas então, um forte vento sopra e um Pokémon ágil como um relâmpago se materializa à frente de Lucario, protegendo-o assim como Lucario tentava proteger o pobre Braviary capenga...
Era Cobalion, o mestre espadachim das Espadas da Justiça, um Pokémon de barba branca com um olhar sério e resoluto que parecia irradiar um tipo de força magnética capaz de fazer qualquer oponente, Pokémon ou humano, curvar-se diante de sua majestosidade.

Uma voz, de repente, aproxima-se por trás. Uma mão enluvada se posiciona sobre o ombro de Friede, chamando sua atenção. Quando ele se vira, dá de cara com um homem forte e musculoso, de cabelos e barba branca, encarando-o com um olhar de desaprovação, um olhar que queria dizer "Você está louco?".



Cobalion, o Pokémon Legendário controlado pelo Campeão então criou um sabre de luz que emergiu a partir de sua testa até formar uma enorme lâmina de energia, e, apesar de estar em uma péssima posição (acima de seus olhos), a espada parecia adequar-se perfeitamente ao espadachim, não sendo nem leve demais nem pesada demais.

Com um balanço de cabeça, o cervídeo possante, dotado de músculos vigorosos e latejantes saltou em direção à revoada, desferindo um corte no ar que imediatamente afastou as aves de cima de Lucario e do Braviary ferido.

Lucario também não deixou barato. Uma vez mais de pé, o Pokémon se esforçou para lutar ao lado de seu protetor, que coincidentemente (ou não) tinha os mesmos dois tipos que ele: Aço e Lutador, uma verdadeira inspiração lendária na qual o Pokémon que outrora pertencera a Cynthia poderia (e gostaria) de se espelhar.
Utilizando do poder de manipular a aura, Lucario se concentrou e rapidamente transcendeu os limites, indo além e manifestando um poder paranormal impressionante. O Pokémon canídeo rapidamente expandiu um campo de força telecinético através da técnica simplesmente conhecida como "Psíquico" e VARREU todos os Braviary para longe, afastando-os com a onda de impacto.
Mas aquilo havia apenas enfurecido os Pokémon, que logo bateram suas asas, de peito estufado, e voltaram na direção dos atacantes...



Todos os Braviary, ao mesmo tempo, começaram a brilhar, carregando uma energia em suas asas que cintilava como uma supernova iluminando as profundezas do espaço.



Com um esforço improvisadamente coordenado, os Pokémon do Professor e do Campeão atacam. O primeiro, Cobalion, solta uma rajada de luz quente que se expande como uma onda radioativa. Na verdade, tratava-se de metal em estado líquido, derretido, emitindo muita, mas muita luz, por estar fervendo à altas temperaturas: Canhão de Flash!
Já Lucario utilizou uma das técnicas que Friede havia testemunhado em sua luta CONTRA Cynthia na batalha contra a Elite dos 4 de Kitakami, o Pulso Sombrio, um movimento que espalha anéis de energia escura que se propagam como uma onda de impacto avassaladora, causando danos massivos a qualquer um ou qualquer coisa que esteja em sue caminho.
A explosão resultante da colisão foi tamanha que o barulho pode ser escutado por toda a Cidade de Castelia. O impacto gerou uma nuvem de poeira que se alastrou como fogo pela floresta, levantando fumaça por um raio de um quilômetro.
Pela primeira vez desde o início do embate, o grupo de Braviary valentões finalmente se sentiu acuado e assim, seguindo as ordens do líder, que estava repleto de cicatrizes no rosto, eles bateram suas asas para longe, finalmente deixando o pobre Braviary ferido em paz.

























Friede olha para a Braviary caída de cara no chão, chorando baixinho.
A coitada estava desolada. Ela foi completamente excluída apenas por ter nascido diferente. Aquilo fez Friede se sentir tão mal, mas tão mal, que era impossível ignorar. E Lucario, capaz de sentir a aura de tudo e de todos, também.
Friede rememorou imediatamente das palavras de Cynthia, no navio, antes do naufrágio e as aplicou à situação que acabou de acontecer...
(Flashback - Pokémon Laços Teal & Indigo 3: Parte A - VS Finizen)Não importa o que eles vão pensar ou deixar de pensar, Friede. Eles não estão aqui agora, estão? Então não há razão para se preocupar com isso. Sabe... As pessoas costumam te criticar, isso faz parte do ser humano, mas não é porque eles te imbuíram um rótulo que você precisa acreditar... Uma crítica ECOA muito mais do que um elogio. Mas cabe a você saber dosar o que pode ser levado como construtivo e o que pode ser considerado destrutivo.
Quando as pessoas não fazem parte ativamente da sua vida, não faz o menor sentido você se preocupar com as críticas delas! Afinal, elas não trilharam o mesmo caminho que você nem acompanharam você percorrer a sua jornada. Não caminharam com seus pés e certamente não fizeram os mesmos calos que você. Você tem que focar na SUA verdade, no SEU dia-a-dia. Não adianta ficar sonhando acordado com o que os outros querem de você!Existem pessoas que nunca aparecem para te dar moral, para te elogiar, para te ajudar. Elas só aparecem quando querem falar algo negativo que vá lhe ferir ou deixar mal, sem sequer SE PREOCUPAR com a sua SAÚDE MENTAL. Então você não pode se abalar e perder o juízo preocupado com o que esses "fantasmas" dizem. Por bem ou por mal, eles não são você, eles não conhecem você e acima de tudo, eles não te definem!(Fim do Flashback)
Braviary estava dando tudo de si para "agradar" os membros machistas e sexistas do grupo, embora isso a estivesse machucando. E no final das contas, a opinião deles não importava, porque a VIDA e o BEM-ESTAR dela eram muito mais importantes!





Friede se aproximou da Pokémon em estado deplorável e a abraçou, carregando-a no colo. Os olhinhos da Braviary então, ao sentir o corpo quentinho de Friede junto ao dela, finalmente se permitiram cerrar-se e ela desmaiou de exaustão.


Drayden se aproxima de Cobalion e o acaricia. Depois olha para Friede e diz:

Friede sorriu e agradeceu, do fundo do coração. O bem-estar da pobre Braviary deveria vir em primeiro lugar.
De volta à cidade de Castelia, Drayden e Friede, montados em Cobalion e segurando o corpo enorme e desfalecido de Braviary, chegam finalmente ao Centro Pokémon, mas ao chegarem ao estabelecimento, Friede se surpreende com uma enorme placa que informa: "Fechado para Reformas".















Meia-Hora depois, Friede suspira aliviado, já no Laboratório do Professor Cedric Juniper, observando a traumatizada Braviary repousando estável sobre uma maca, dormindo como um anjo! Drayden havia cumprido sua promessa e largado o Professor Pokémon no laboratório do mais renomado pesquisador de toda a Região e a partir daí, desenrolou-se uma correria para tentar parar os sangramentos da pobre Braviary e limpar suas feridas.
No mais, eles conseguiram estabilizá-la, trazendo-a novamente a condições normais, com medicamentos próprios para tratar Pokémon e em pouco tempo, ela já estava mais tranquila, respirando novamente...













A barriga de Friede roncou neste exato momento, não o deixando mentir.

Continua...
Disclaimer: Oi, o meu nome é Kevin e eu sou um homem adulto que gasta horas e horas de seu precioso tempo escrevendo e editando fanfictions de Pokémon por pura diversão! Eu não recebo um centavo por isso! Nunca recebi uma doação sequer para apoiar minha produção! Todo o meu trabalho é movido puramente por amor à franquia e eu o faço para me sentir feliz, o que geralmente acontece toda vez que eu termino um capítulo, e mais ainda, quando eu termino uma história. Então, se você chegou até aqui, não esqueça de deixar um comentário abaixo, caso contrário, não tem como eu saber se estão gostando ou não, nem receber sugestões de melhoria. Vamos lá, comente! Assim como eu escrevo sem receber nada por isso, comentar também é de graça e ajuda o autor a entender melhor os seus erros e aprimorar a escrita.
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