Poké-Arquivo: Butterfree (Design Antigo) + Shiny Beta


|| Butterfree (Design Antigo) ||
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Beta Caterpie > lv. 15 > Beta Metapod > lv. 20 > Beta Butterfree
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Base Stats: HP
60
ATK
45
DEF
50
SPD
70
SPC
80
TOTAL
305
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Entrada de Butterfree no Livro Pokédex (1996), lançado exclusivamente no Japão pela Creatures Inc com a contribuição do criador de Pokémon, Satoshi Tajiri (e de acordo com Ken Sugimori, ele fez as primeiras artworks de Pokémon especificamente para este livro):


Floresta
"Para pequenas criaturas, uma floresta é um paraíso transbordando com as generosidades da natureza, como flores carregadas de mel, frutas e nozes. Muitos Pokémon do tipo Inseto e do tipo animal pequeno podem ser vistos nas florestas onde eles se aproveitam às abundantes fontes de alimento. No entanto, os tipos de comida disponíveis também tornam os grandes Pokémon raros nas florestas."

#76. Butterfree: Uma semana a dez dias depois de evoluir, Metapod passa por outro passo evolutivo e metamorfosear em Butterfree. Suas asas são cobertas de escamas semelhantes a pó que repelem a água que lhes permitem voar mesmo em dias de chuva.


À esquerda, Learnset Beta, à direita, o Learnset Final de Pokémon Red & Green:
ButterfreeLV.2348 Take DownLV.12Confusion

Na versão final, Butterfree pode aprender Take Down, Mega Drain, e Hyper Beam via TM.
LV.26106 PoisonpowderLV.15Poisonpowder
LV.2986 PsybeamLV.16Stun Spore
LV.32107 Stun SporeLV.17Sleep Powder
LV.3597 Mega DrainLV.21Supersonic
LV.38108 Sleep PowderLV.26Whirlwind
LV.4187 Hyper BeamLV.32Psybeam
Egg Moves Beta (Gen II - Pokémon Gold & Silver) [1999]:
Caterpie
1999/08/17Spider WebPin MissileAcidConfusionBarrier
1999/08/18Spider WebPin MissileAcidBideTake Down
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Legenda:
NegritoDiferença de Movimentos entre as Builds/Datas.
Vermelho: Nenhum Pai válido para Passar o Movimento adiante (Breeding).
Azul: O Pokémon já pode aprender tal movimento via TM, o que faz com que o Egg Move seja redundante.

DESIGN ANTIGO:

Originalmente tinha asas com formatos diferentes, até mais complexos que o formato atual.


FORMA BRILHANTE/SHINY (SPACEWORLD '97):

Pokémon brilhantes já existiam na demo de Pokémon Gold exibida na Spaceworld '97, embora de uma forma bastante rudimentar. Tinham uma taxa de aparição de 81/4096 ou ~1,977% (consideravelmente maior que a taxa final de 1/8192).


Além disso, ao encontrar um Pokémon Shiny na natureza, nenhuma animação especial era exibida; a animação utilizada para os Pokémon brilhantes nos jogos finais é realmente implementada nesta demo, mas por alguma razão só é atribuída a Pikachu e Sunflora não brilhantes, ou seja, suas formas regulares.

Devido a esta build ser para o Super Game Boy e não para o Game Boy Color, a gama de cores disponíveis é incrivelmente limitada. Assim, além das 10 paletas de Pokémon que retornaram de Red e Green, outras 10 foram adicionadas como seus equivalentes brilhantes. Assim, todos os Pokémon que pertencem a uma determinada paleta, também compartilham a mesma coloração shiny.

(Clique para Ampliar)

BETA SHINY 2:

Além disso, em conjunto de sprites de um arquivo interno datado de 13 de junho de 1999, bem na transição do jogo para Game Boy Color, mais uma versão de Butterfree (Shiny) ficou conhecida. Embora esses sprites representem uma versão muito posterior dos jogos, com muitos sprites já finalizados, muitos Pokémon ainda estão faltando ou reutilizam gráficos de espaço reservado que sobraram da versão Spaceworld '97. No caso de Butterfree Brilhante, o verde dos olhos tendia mais para o amarelo, e o rosa era mais pêssego do que na versão final.

BETA
FINAL


SHINY EM POKÉMON GOLD, SILVER E CRYSTAL

As limitações técnicas relacionadas às cores dos sprites de Pokémon nos jogos do Game Boy Color (GBC) derivavam diretamente das especificações de hardware do console. O GBC foi um avanço em relação ao Game Boy original, introduzindo uma tela capaz de exibir até 56 cores simultâneas (de uma paleta total de 32.768 cores), mas ainda assim era restrito em comparação a consoles mais modernos. No GBC, cada sprite ou tile (bloco de 8x8 pixels usado para compor o ambiente ou personagens) podia usar uma paleta de até 4 cores, sendo que uma delas obrigatoriamente o transparente que compunha o fundo. Como consequência, os sprites dos Pokémon tinham que ser desenhados com um número muito limitado de tons, restringindo detalhes e sombreamento.

Além disso, resolução de 160x144 pixels do GBC fazia com que cada sprite tivesse poucos pixels disponíveis para transmitir a aparência do Pokémon, tornando cores contrastantes essenciais para a identificação dos designs. Alguns jogos de Pokémon, como Pokémon Red/Blue, foram projetados para o Game Boy original e usavam apenas preto e branco (4 tons de cinza). Quando jogados no GBC, o console atribuía cores de forma automática e limitada, resultando em paletas rudimentares e nem sempre fiéis aos designs pretendidos.

Com isso em mente, a geração que introduziu os Shinies (Pokémon com coloração alternativa) certamente apresentou problemas em transmitir cores em alguns casos, devido às limitações de paleta e contraste no hardware do Game Boy Color, e muitas das cores originais dos monstrinhos brilhantes foram mudadas ao longo dos anos conforme os consoles foram evoluindo, e se adaptando aos diferentes estilos artísticos que a franquia adotou.

Alguns Pokémon Shiny da Primeira e Segunda Geração tiveram alterações razoáveis em sua paleta, como é o caso de Butterfree. Seu corpo era escuro como breu, enquanto hoje em dia é apenas um roxo mais claro.



LOW POLY:

Os modelos dos jogos da série Pokémon Stadium para Nintendo 64 são considerados low poly (com baixa contagem de polígonos). Isso ocorre devido às limitações de hardware do console, que precisava equilibrar desempenho e qualidade visual para renderizar batalhas Pokémon em 3D com animações fluidas.
No Pokémon Stadium, cada modelo de Pokémon é composto por um número reduzido de polígonos para manter a performance, mas os designs foram otimizados para capturar a essência dos personagens de forma reconhecível. Além disso, o uso de texturas simples e bem ajustadas ajudava a compensar a limitação de detalhes nos modelos. Comparados aos gráficos modernos, os modelos parecem bastante básicos, mas na época representaram um grande avanço em relação aos sprites 2D usados nos jogos principais da série para Game Boy.


De acordo com os vazamentos do Tera Leak de Outubro de 2024, a Game Freak estava considerando "reciclar" os modelos de Pokémon Battle Revolution para Pokémon X e Y, os primeiros jogos totalmente 3D da série principal da franquia. Os modelos de PBR, por sua vez, já eram reciclados de XD e Colosseum, que eram reciclados de Stadium 1 e Stadium 2.


Ao longo de mais de duas décadas de existência da franquia, os designs de alguns Pokémon receberam várias mudanças. Algumas eram temporários, durando apenas um ou dois jogos, enquanto outras permaneceram por um pouco mais de tempo, causando uma desconexão entre os videogames e outras mídias relacionadas a Pokémon.

As primeiras gerações são interessantes porque os sprites dos jogos foram feitos antes das artworks, conforme entrevista para a Game Informer, tornando os "erros" e outras esquisitices nada mais que revisões de design.

A 1ª Geração, por exemplo, teve os designs originais ajustados em alguns lugares, com Pokémon Blue dando novos sprites ao elenco original, embora os sprites traseiros tenham sido deixados inalterados. Yellow mais tarde atualizaria os sprites frontais mais uma vez, desta vez explicitamente baseando-os após a aparição de cada Pokémon na série animada.

Em Gold e Silver, os sprites para os Pokémon de Kanto são baseados principalmente nas artworks de Pokémon Red e Blue, com alguns dos novos elementos introduzidos provisoriamente lá (como as presas de Nidoqueen) retornando. Assim como em Yellow, Crystal posteriormente atualizou um bom punhado de sprites, usando a arte de cada Pokémon como base.


De acordo com o Projeto Bolsodex, ocorrido no ano de 1998 após a popularização de Pokémon no Japão, o nome de Butterfree no Brasil seria "Borbolivre", MAS o projeto foi descontinuado e o nome brasileiro acabou sendo descartado.
 

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